terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A aterrorizante volta do blog









Olá,criaturas sórdidas


Depois de mais de um ano sem escrever aqui,eu descobri a existência desse blog (nem lembrava mais u.u) e decidi que ele tinha potencial (não por causa da autora,mas é que eu gosto mesmo do tema e percebi que as pessoas têm certo interesse nele).Por esse motivo,vou tentar manter esse blog atualizado com as melhores narrativas e bons contos fantásticos de suspense,além de situações que eu passo,enfim. Vou começar postando trechos de um dos melhores contos do Edgar Allan Poe, o mestre do suspense. E vou escrever um pouco sobre a vida dele.Espero que vocês gostem.


A queda da casa do Usher

"Durante um dia inteiro de outono,escuro,sombrio,silencioso,em que as nuvens pairavam baixas e opressoras nos céus,passava eu,a cavalo,sozinho,por uma região singularmente monótona - e,quando as sombras da noite se estendiam finalmente me encontrei diante da melancólica Casa de Usher. Não sei como foi- mas,ao primeiro olhar lançado a construção,uma sensação de insuportável tristeza me invadiu o espírito. [...]Contemplei a cena que tinha diante de mim - a simples casa, a simples paisagem característica da propriedade,os frios muros,as janelas que se assemelhavam a olhos vazios,algumas fileiras de carriços e uns tantos troncos apodrecidos- com uma completa depressão de alma,que não posso comparar,apropriadamente,a nenhuma sensação terrena.[...]Que era aquilo-detive-me a pensar- que tanto me enervava ao contemplar a casa dos Usher?Era um mistério de todo insolúvel;não podia lutar contra as sombrias visões que se amontoavam sobre mim quando pensava naquilo.Fui obrigado a recorrer a conclusão insatisfatória de que existem,sem a menor dúvida,combinações de objetos simples que têm o poder de nos afetar,embora a análise desse poder se baseie em considerações que ficam além de nossa compreensão.[...] Pensando nessa ideia,dirigi meu cavalo até a margem escarpada do negro e sombrio lago,que estendia seu brilho junto á casa,e fitei,mas com um estremecimento mais vivo do que antes,as imagens reconstituídas e invertidas dos carriços cinzentos,dos troncos fantasmagóricos e das janelas que se assemelhavam a olhos vazios[...]"

Esse é um dos contos mais famosos de Edgar Allan Poe. Narra a vida de um homem torturado pelo "medo do medo". Nesse trabalho,Poe mostra,de maneira admirável a sua teoria  de que cada palavra de um conto deve tender a um efeito pré-concebido. O sentido de melancolia é mantido inalterado - ou,antes,é acentuado - até o desfecho da narrativa. A história,como Poe afirma,se passa "fora do tempo e do espaço". Entretanto, têm-se a sensação,do começo ao fim,de impressionante realidade.
Os versos dele,ainda mais impressionantes que seus contos,não tem um hálito do mundo exterior.O mundo em que vivia era uma terra de sonhos,de terrores fantásticos,de paisagens febris,de pássaros agourentos,de hediondas formas rastejantes. Simplesmente fascinante!
Ao longo dos próximos posts espero falar mais desse autor,que gosto muito e recomendo a vocês,meus leitores "corajosos".Acho que o Poe consegue passar bem a ideia de como o medo funciona e como afeta as pessoas,já que cria essa atmosfera em muitos de seus contos. E é isso,desejo que vocês tenham sim certos medos (o pavor é uma proteção natural e sinal de que você passa por riscos,como vocês vão ver nos próximos posts),mas que hajam apesar deles.
Vou tentar postar regularmente e aguardo pelos comentários de vocês.Podem mandar sugestões para minhas próximas postagens e,enfim,o que vocês quiserem,relacionado ao tema.
Ah,é claro,toda semana tem a pergunta importante (uma ou mais),que vocês podem responder nos comentários.

Pergunta importante de hoje: Quando era criança,do que tinha mais medo?